Depois de tanto ver na mídia – e na boca do povo – as confusões da base governista, a oposição na Paraíba decidiu criar para si também um roteiro de divergência. E daquela bem clássica que é quando aliados desejam o mesmo cargo na chapa, especificamente Pedro Cunha Lima (PSD) e Efraim Filho (UP), ambos de olho na candidatura ao governo do Estado.
Foi só Efraim encontrar uma base para chamar de sua, no caso o PL bolsonarista, que ele resolveu colocar o carro na frente dos bois e já foi chamando o amigo de um bom vice. Pouco afeito a mesuras, Pedro respondeu pela imprensa com um sonoro “não existe candidato a vice, sou candidato a governador”. Diversificando um pouco a crônica política local que só tinha espaço para as alfinetadas, públicas, inclusive, entre os personagens governistas.
Não será fácil assegurar esta unidade na base oposicionista. Efraim Filho quer ser candidato ao governo porque para ele é uma das melhores oportunidades arriscar uma disputa em que perder não seria problema. E que a exposição por si já seria construção de mais recall político eleitoral. Pedro porque não tem estômago para ser mais legislador, como já declarou, e se vê diante de números que o colocam em pé de competitividade na próxima eleição.
Garantir a convergência de tais interesses proporcionará, portanto, episódios tão excitantes como o que já vemos há alguns meses na base governista.
E, quem sabe, enquanto ela não chega, a oposição não herdará mais atenção do que vem tendo ultimamente.