Lucas faz do novo a novidade do seu governo

Lucas Ribeiro fez questão de deixar bem claro logo no seu discurso de posse que estava tomando posse como sucessor de um governo bem sucedido, mas com o desejo de fazer o novo. Uma promessa que poderia ter ficado restrita à retórica que o momento inspirava. Só que, em menos de um mês, ele concretizou esse compromisso em atos. De pequeno, médio e grande porte. E sem negar João Azevedo.

Mas é fato que Lucas se porta não apenas como o novo governador tão somente pela simples troca do chefe do Poder Executivo. Nem somente pela tenra idade. Demonstra que quer ser visto como novo, especialmente, nas ações.

Pra começar, já no dia da posse, resolveu mexer na Granja Santana, um assunto tabu, que foi pauta do oposicionista Pedro Cunha Lima, e que nunca foi tratado por João nem por Ricardo Coutinho, nem por José Maranhão. Nem mesmo por Cássio, pai de Pedro. Anunciou o primeiro parque coletivo sensorial da Paraíba e iniciou o projeto dentro do terreno de onde está morando e trabalhando como governador

Largou com novidade. E se mantém disruptivo, como gostam de falar os jovens de hoje.

Fez um movimento que há quase duas décadas não se via. O repasse financeiro direto do governo do Estado para vitaminar o São João de Campina Grande, quebrando um jejum histórico, e tirando o discurso tradicional dos então prefeitos de que “o governo do Estado não ignora o São João de Campina Grande”. Dois milhões e meio de reais diretos para festa pedindo em contrapartida a valorização das expressões populares na festa que é um dos maiores patrimônios da cidade.

Com atuação política em Campina, o novo governador não conseguiria se sentir à vontade em repetir, neste caso, as posturas adotadas pelos últimos governadores. Ou seja, além de infra-estrutura, pode dizer que deu dinheiro direto para o Maior São João do Mundo. Isso é, até agora, a maior mudança do mundo em relação ao novo governo que começou no dia 2 de abril.

Tais atos são importantes para que o eleitor possa identificar protagonismo próprio nas ações do governador. E partir daí criar uma relação direta com o atual ocupante da cadeira de governador. Um ativo valioso quando a campanha eleitoral estiver oficialmente iniciada. Porque faz com que Lucas tire da oposição o trunfo de prometer o “novo”, o “algo mais”, o “diferente” naquilo que não está dando certo.

Assentado na cadeira de um governo relativamente bem avaliado, Lucas vai tomando para si um discurso que seria da oposição, esvaziando, pouco a pouco, a narrativa dos que sonham em ser o novo governador da Paraíba.  Um desafio estratégico a mais para os candidatos oposicionistas enfrentarem, já que disputar contra a reeleição de um governo bem avaliado nunca foi tarefa fácil pra ninguém. E, neste caso, sem ter direito a sequer prometer o novo…

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