Por que a Emlur insiste em não “inovar”?

Uma cidade não quer ver lixo nem após a coleta. Tanto que os aterros sanitários, a rigor, são colocados longe dos espaços urbanos e da vista da população. Imagine vê-lo diariamente nas calçadas, esquinas, avenidas e terrenos. É por isso que essa instabilidade na limpeza urbana em João Pessoa saltou aos olhos rapidamente e se mantém em discussão porque o lixo de uma cidade, ironicamente, não é coisa que se coloque para debaixo do tapete.

O prefeito Léo Bezerra já deu todos os sinais de que reconhece o problema e, em reconhecendo, fará o que for preciso para solucioná-lo. O que inclui a suspensão do contrato com a empresa Inovar, responsável pela área que registrou a deficiência na limpeza, e uma contratação emergencial para regularizar o problema.

Mas o silêncio que encontra, e a impassibilidade a qual se depara, por parte da Emlur, a companhia pública que tem essa responsabilidade, é algo que não se justifica do ponto de vista administrativo. Ora, a Emlur deveria ser a primeira a propor isso ao prefeito. E não apenas isso. Propor e correr para resolver.

A empresa Inovar já deu todos os sinais que não tem condição algum de cumprir um contrato ao qual está obrigada, indiretamente, a não dar dor de cabeça à gestão municipal na questão do lixo. Mas se mantém lá inalterada. Que força sobre humana segura uma contratada que, paga para resolver, recebe para complicar ?

Uma simples busca dos serviços da empresa em outras cidades brasileiras se descobre rapidamente que a empresa segura um pote mais pesado do que pode suportar. A última delas vem lá de Ananindeua, região metropolitana de Belém, no Pará, onde os coletores paralisaram as atividades por falta de pagamento. De quem? Da Inovar, claro. Que, apesar do nome, tem adotado a velha prática de prestar um serviço de qualidade duvidosa.

E que de novo mesmo parece ter somente o poder de mandar mais que a contratante.

 

 

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