Nos tempos antigos, quando um professor na sala de aula consistia uma autoridade indiscutível, o silêncio dominava o ambiente e ninguém ousava questionar o preceptor.
Na atualidade, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, ministra há meses uma aula sobre autonomia política e ninguém do seu grupo teve ainda a coragem de dar um pio.
Quando ele resolveu não acompanhar os Cunha Lima na adesão à campanha do ex-prefeito Cícero Lucena ao governo do Estado, Bruno peitou lideranças do clã que nunca havia sido sequer questionadas, a exemplo de Cássio Cunha Lima, por exemplo, introduzindo a primeira premissa, a coerência.
Preferiu ficar com Efraim Filho, que o apoio em 2024, diferentemente de Cícero que estava no grupo do governo, sequioso para derrubar o prefeito campinense da cadeira.
Falou isso e ouviu o silêncio.
Seguiu a aula. E, depois do capítulo um, foi para o da autonomia. Em mais de trinta anos de Cunha Lima,
havia sempre uma ordem apenas a seguir. E todos do clã sempre a seguiram
sem pestanejar.
Para este pleito, o prefeito de Campina deu um grito de independência e disse, não. O colégio é meu e eu vou dizer quando é a hora do recreio. Novamente, silêncio. Ninguém ousou dar um pio. Ou furar o pneu do carro do prefeito no estacionamento.
Por que será? Pergunta mais fácil da prova…
Prepara-se para indicar a vaga de vice de Efraim.
E, quando é perguntado que estratégia é esta, costuma responder: Não é preciso seguir estratégia. Só manter a coerência.
Ui.