O que João tem que os outros não tem e deveria fazer para se diferenciar

João terminou sua trajetória no governo com mais de 70% de aprovação. Não tem contra si nada que o desabone moralmente. E agora se coloca, fora do mandato, como candidato ao Senado. Tudo bem que não é nenhum exemplo de liderança popular, de contato diário com as ruas, por ter um perfil mais introspectivo. Mas, mesmo assim, está com a faca e queijo na mão para constranger prefeitos-  ou parte da classe política – que reclamam de ter comido galinha sem sua presença por muitos anos. João tem potencial para se conectar diretamente com o povo da Paraíba, com o eleitor, sem precisar vender o anel de formatura.

E fazer uma campanha daquelas que, mesmo não prescindindo dos acordos e conchavos políticos nem da estrutura financeira, são capazes de dialogar diretamente com quem vai para as urnas no dia da eleição escolher um senador. Um ativo muito importante para quem não tem emendas para distribuir.

Agora, para isso, precisa adotar uma agenda – barata, inclusive – de rodar o estado inteiro, sem parar. Visitar locais que transformou como governador, conversar com as pessoas, rememorar feitos, e projetar futuro. Nem precisa de tantas lideranças políticas para isso. Suas obras farão companhia.

Aliás, se fizer com intensidade, tem condições de fazer barulho na frente da casa do prefeito de uma forma tal que o gestor, assim como Pilatos, vai ser orientado pela esposa, ou por alguém de juízo, a não trair ou abandonar o galileu. Porque João tem potencial para ter algo que nós todos almejamos, seja na política ou em qualquer outro ramo de atividade profissional e empresarial. João tem público. E tem gente que está, digamos assim, disposta a, ao menos, ouvi-lo.

Mas, como eu disse, não pode encenar o papel do artista recluso. Tem que ir para ruas, virar artista de sinal, circo ambulante. Poderá se surpreender com a quantidade de gente que tá doida para desmoralizar o voto de cabresto.

Isso sem precisar, claro, deixar de sentar para comer uma galinha com um prefeito que tem fome. De galinha. E de outras coisas.

 

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