A crônica política na Paraíba se alimenta majoritariamente das movimentações relacionadas aos candidatos da base governista. Mesmo que parte das discussões girem em torno das divergências –e até troca de farpas -, na pauta, só se fala nos nomes dos candidatos da situação ao governo.
Adriano Galdino, Cícero Lucena e Lucas Ribeiro se alternam em fatos e fotos, enquanto Aguinaldo Ribeiro, Hugo Motta e João Azevedo reforçam o noticiário. E quando todos pensam que a corda vai partir eles todos aparecem em reuniões (re) afirmando que a paz reina em meio ao caos.
A oposição quase não aparece. E quando aparece é na condição de espectadora esperando o caminhão virar para levar parte da carga, se frustrando a cada renovação da aliança, uma vez que vive de apostar em rachas.
Até parece que é coisa combinada pela base governista. Embora não seja, algumas lideranças oposicionistas já deveriam começar a refletir se não estão a perder tempo em apostar fichas na possibilidade de racha no governo para ficar com as sobras.
Correndo o risco de ficar muito paralisados e não conseguirem agir em tempo quando descobrirem que nada sobrará da parte governista. A oposição mesmo sabe muito bem os efeitos deste instrumento de enganação.
Usaram deste veneno com o governo algumas vezes, a última delas nas eleições de 2024, em Campina Grande, tendo Romero Rodrigues como o queijo da ratoeira. O governo ficou o tempo inteiro vivendo da tese de que Romero iria romper com a oposição, rejeitar o prefeito Bruno, se juntar com João Azevedo e “arrebatar” Campina das mãos dos Cunha Lima. Deu em quê? A história você conhece.
Ontem, após a reunião de Cícero, Aguinaldo, Hugo e Mersinho Lucena, foi possível sentir no ar a frustração de oposicionistas que esperavam o anúncio do rompimento. Como decidiram adiar qualquer decisão, frustrou quem esperava cantar “aha uhu, Cícero e Galdino são nossos”. E se eles não romperem ?
É a maldição de “Romero Rodrigues” sobre as cabeças, agora, da oposição…