Dinheiro em caixa: Tesouro desmoraliza estados de ‘presidenciáveis’ e exalta Paraíba

Destaque na imprensa nacional, um relatório do Tesouro Nacional sobre gestão fiscal dos estados brasileiros coloca a Paraíba entre as três unidades da federação com maior disponibilidade de dinheiro em caixa pata honrar seus compromissos administrativos firmados para iniciar o ano.
O relatório é referente ao terceiro quadrimestre de 2025, ou seja, o fechamento do ano passado, e aponta que o governo da Paraíba, depois de pagar tudo que tinha de pagar, não apenas não ficou no vermelho, com ainda apresentou um valor de R$ 4 bilhões em recursos no caixa. Maior do que isso somente o Estado do Paraná, região Sul do Brasil, que apresentou R$ 10 bilhões em caixa, e São Paulo, com R$ 5 bilhões.
De longe, proporcionalmente falando, Paraíba bate todos os estados e se encaixa na lista dos estados ditos “mais ricos” do país, cujos governadores, Ratinho Júnior (PSD), no Paraná, e Tarcísio de Freitas, de São Paulo, são nomes cotados para disputar a presidência da República. De acordo com o Tesouro Nacional, sete estados estão no vermelho, sem disponibilidade em caixa, entrando 2026 sem recurso para honrar seus compromissos. Entre eles, estados dos presidenciáveis Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, o pior índice do Brasil, e Rio Grande do Sul, de Eduardo Leite (PSD).
Os dados corroboram com avaliações feitas a respeito do equilíbrio fiscal da Paraíba e demonstram que a atual gestão tem dinheiro para pagar o que faz. Isso gera confiança para investidores, fornecedores e para população, uma vez que a saúde financeira de um estado garante que programas, ações e benefícios não serão suspensos pelo governo por falta de dinheiro para pagar.
O quadro, naturalmente, dificulta o discurso da oposição para as eleições de 2026. E reforça para o governador João Azevedo o conceito de gestor responsável.
Na reportagem, publicada nesta sexta, 20, pelo Jornal o Estado de São Paulo, chama-se atenção para as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, pela qual os estados não podem começar o ano sem a garantir de dinheiro para arcar com as despesas feitas no ano anterior.

Comentários (1)
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- Marcos Medeiros · 20 de fevereiro de 2026
Não nos esqueçamos, tudo começou no governo de José Maranhão, Ricardo Vieira Coutinho. Felizmente, seu super secretário, João Azevedo, tornou-se governador, e deu continuidade a austeridade financeira.



