Estamos imersos numa idiotice completa. Completamente contaminados. Doentes. Uma doença que faz dividir um filme ao meio. Um jogador de futebol. E até o Papa. Se você achar que isso é normal, seu diagnóstico é positivo. Você também está doente. Se não, se isole, corra para um lugar onde não tem internet, e se possível, onde não há seres humanos nem IA.
Porque essa pandemia divide tudo que encontra pelo caminho sob a lupa da “direita” e da “esquerda”, mata o bom senso, o equilíbrio e, principalmente, mata o amor. Eis o vírus letal. Eis o mal. Porque o mal é divisão.
Essa idiotice de cegar completamente avança sobre os muros da análise política e recai em temas que são (deveriam ser) vistos além dos lados em disputa na política.
A divisão sobre um Brasil que comemorou a vitória do Oscar do filme Ainda Estou Aqui e o outro que atacou a conquista é um sintoma clássico.
Ainda Estou Aqui é sobre a ditadura do Regime Militar. Uma pessoa sã e normal repudia a ditadura e todas suas formas de violência seja ela de Direita ou de Esquerda. O repúdio ao regime totalitário deveria unir. Mas a doença faz com que cada um escolha sua ditadura favorita.
Não surpreende. A doença fez com que cristãos católicos, que vão às missas diariamante, odiassem o Papa Francisco, posto que foi na condição de “comunista” simplesmente por pregar a unidade e o acolhimento a pobres e diferentes.
A doença fez também que Neymar fosse odiado não por ter perdido um pênalti na Copa do Mundo, mas porque revelou seu voto na política.
A doença divide tudo que encontra pelo caminho. Faminta e atra mulher, como diria o poeta. O vírus se alimenta da política como vetor de contaminação para se alastrar para outras áreas da vida.
Em pouco tempo, vão dividir e classificar até leis universais como amar um filho ou respeitar a mãe. A doença vai dizer que quem “ama um filho” é de um lado. E cada pessoa do outro lado será obrigado (estimulado) a não amar o próprio filho.
Estamos sim doentes. Precisaríamos estar vacinados.
Mas nem isso daria jeito. Só um lado iria tomá-la.