Dulce, a Santa que deu-se

Que tua mão não seja aberta para receber e fechada para dar. O alerta está em Eclesiástico, no Velho Testamento. E resume, numa só admoestação, toda lição de vida que fez da Irmã Dulce dos Pobres a Santa que a Igreja Católica reconhece neste domingo, 13 de outubro.

A canonização é lastreada nos milagres de cura atribuídos à Santa Dulce. Mas sua vida dedicada aos pobres, ao socorro dos necessitados, representa o milagre diário que fez da baiana uma santa antes mesmo do reconhecimento oficial.

Porque Irmã Dulce viu Deus realizar o milagre dela anular-se em favor dos outros.
Percebe a força milagrosa disso? Traga para sua vida que fica mais fácil.

Você seria capaz de esquecer de todas as suas contas, de seus sonhos de prosperidade, viagens, aquisição de casa, carro, bens materiais que lhe garantam futuro para seus filhos e uma velhice menos dependente da Previdência, para tão somente cuidar dos outros, de desconhecidos, dos que passam fome, dos que estão doentes?

Difícil, né. Quase impossível, na verdade. Só um milagre pode transformar assim a vida de alguém para que, em seguida, ela coloque em prática a graça alcançada.

Neste domingo, ao ser canonizada aos olhos do mundo, Santa Dulce dos Pobres ajudar a reforçar a base de toda fundação da Igreja Católica Apostólica Romana.

Em vida, antes de ser santa, se distinguia porque vivia de “canonizar” o ser humano, o próximo, valorizando cada um que ajudava como se fosse este um santo em particular.

Eis, portanto, um caminho inequívoco à santidade. Ter verdadeira devoção a todo aquele que precisa.

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