O “exército” recebeu o comando. Da cela da Polícia Federal, ecoou uma voz: “Flávio Bolsonaro, candidato a presidente da República”. Era o ex-presidente Bolsonaro dando a ordem para os seus fiéis seguidores. Na mesma hora, a ordem virou manchete. Aqui da Paraíba, o ex-ministro Marcelo Queiroga, presidente do PL paraibano, foi o primeiro a fazer ressoar a missão. Queda nos índices do mercado, cara torta do centrão, festa no Planalto e outras repercussões.
Por aqui, um frustrado made in Paraíba, o senador Efraim Filho (UP), pré-candidato ao governo com apoio do PL, que já havia revelado preferência pelo nome de Tarcísio Freitas, governador de São Paulo, para unir a Direita e confrontar Lula em 2026. Tanto que até o momento em que esta nota foi publicada (8h deste sábado, 6) não havia publicação alguma do senador festejando a indicação do “chefe”.
Além de compreender que um palanque estendendo a dinastia Bolsonaro o empurrar para uma bolha menos ampla do que seria um palanque com Tarcísio, Efraim sabe, embora não revele publicamente, que defender um (outro) Bolsonaro para presidente tira de vez a possibilidade de Pedro Cunha Lima (PSD) apoiar sua candidatura ao governo da Paraíba.
Apesar de ter se beneficiado desse eleitorado em 2022, Pedro tem restrição em virar “bolsominion”. E não é de hoje. Tanto que, dessa vez, não titubeou em defender abertamente o nome do governador de São Paulo. Que, certamente, nem candidato será caso o nome de Flávio Bolsonaro não saia mais da boca dos bolsonaristas porta de quartel.
Até porque, você sabe, missão dada é missão cumprida.