O prefeito Cícero Lucena mantém firmemente sua caminhada pela Paraíba, visitando municípios do interior, e estando presente à agenda oficial do governo dentro desta edição do Orçamento Democrático.
E faz tudo isso apesar das circunstâncias apontarem para um entendimento por parte do governador João Azevedo (PSB) pelo qual se deixar o governo o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) será candidato sem que o PSB conteste.
Além de muita fé – que faz com alguém caminhe numa direção em que aos olhos do mundo parece impossível, – Cícero faz também baseada numa lógica que é bem tangível. É estimulado por números de pesquisas internas que o colocam como favorito não apenas da base governista, mas de todo o cenário.
Pessoas mais ligadas a Cícero, a propósito, ainda não conseguem compreender como um grupo vai abrir mão de jogar o jogo com ele e até trabalham com a tese de que, lá na frente, em abril, propriamente, a base vai “pedir para Cícero” ser o candidato.
Pode até ser um pensamento exagerado, menos difícil de atestar, mas já se pode dizer hoje que Cícero está certíssimo em manter sua estratégia de candidatura ligada ao governo. E sem rompimento, por ora neste momento, uma vez que ele trabalha para ser o “representante deste projeto” e não o opositor.
Tudo isso para chegar em abril em condições reais de perguntar como “é que vocês querem trocar doze por meia dúzia?” E só a partir desta resposta tomar efetivamente sua posição. (Algo difícil de prever, inclusive)
Para tanto, anotem, leitura minha, é possível que se desfilie do PP, não como sinal de racha, mas tão somente para se sentir mais livre, em discutir o tema sem a obrigatoriedade partidária. E só la na frente decida, realmente, para onde vai.
De toda forma, os sinais apontam para que, por mais sapos que tenha que engolir ou por mais assédio que receba, Cícero vai se manter montado no cavalo sem sela de olho na chegada de 2026.