É crescente a pressão, ou ansiedade, para garantir que aliados de Lula na Paraíba assegurem o palanque em favor do presidente nas eleições de 2026. Petistas locais e nacionais já começam a questionar sobre o tema de forma mais recorrente.
Esquecem, no entanto, que tem uma pequena tarefa para cumprir a fim de que possam ter, efetivamente, alguma condição de cobrar o palanque: afastar do governo aqueles que já estão contra Lula.
Ou seja, antes de cobrar fidelidade dos aliados em favor de um palanque de Lula é preciso expurgar a infidelidade daqueles que estão no governo, mas fazem questão de insinuar palanque adverso ao do presidente petista. A lista é grande, inclusive.
É óbvio que a necessidade de todo governo é de garantir a governabilidade antes de qualquer coisa. E, neste sentido, não é tão romântico assim romper no lugar de somar, obrigando ao governo engolir uns sapos até onde puder.
Mas não me parece cabível começar uma obra pelo teto. Até porque o palanque para Lula só precisa de garantia a partir de 2026. Já a defesa do governo é algo que se exige para agora. E, dessa forma, o PT nem se afasta do que já não tem e ainda corre o risco de perder o que já tem.
É sob esse raciocínio que o governador João Azevedo (PSB), que não tem cargo algum no governo federal, está reagindo contra quem quer atropelar os processos. Ou pressioná-lo a definir desenhos antes de mesmo de definir os papéis.