Sem querer querendo, o prefeito Cícero Lucena acabou dando ao PSB a chance de poder sonhar novamente. O partido, que via a sigla se encaminhar para deixar o governo e se resumir ao mandato de senador da República com eventual eleição de João Azevedo, agora já alimenta a esperança de indicar o candidato a vice-governador na chapa a ser encabeçada por Lucas Ribeiro., em função do movimento do prefeito de João Pessoa que sinaliza ignorar tal vaga.
E com a dopamina elevada diante da possibilidade de que o vice de Lucas não seria apenas uma peça figurativa, mas alguém com a perspectiva de assumir uma vez que o vice-governador atual, assumindo, só teria direito a uma reeleição. Para o espaço, retoma-se o nome de Deusdeth Queiroga, secretário de Infra Estrutura, o “João de João”, figura que já havia sido cotada para ser o sucessor do governador, e que dialoga com toda a legenda, especialmente com secretários de Estado, e deputados.
Na verdade, se fôssemos adentrar ao íntimo de cada socialista do governo, descobriríamos facilmente, sem nem precisar utilizar de método freudianos, que o desejo original era de que João permanecesse no governo e elegesse seu sucessor. Mas isso é passado. E ninguém sequer ousa a dizer que um dia pensou nisso.
Embora o governador até torça para que isso não aconteça, o foco do PSB agora é a vaga de Cícero.
Que de sobra, além da vice, ainda daria ao PSB a perspectiva de assumir a prefeitura de João Pessoa com a ascensão do vice-prefeito Léo Bezerra caso Cícero mantenha projeto de ser candidato a governador.
Ou seja, para filiados e lideranças do partido que se acostumou a ser Poder Executivo nem tudo estaria acabado. Sementes seriam plantadas no presente e no futuro para que a legenda continuasse a dar a seus membros a capacidade de papel mais protagonista do que coadjuvante, afinal, por mais interessante que seja, um gabinete de Senador não consegue abarcar todas os sonhos de um numeroso exército.
Neste sentido, é muito provável que dentro do PSB já exista muita gente desejando que, realmente, Cícero Lucena saia candidato ao governo, deixando a base governista e, por tabela, um espaço inteiro para os socialistas ocuparem.