O mergulho do foguete…

Claro que não é fácil fazer campanha da China. Em razão disso, o senador Efraim Filho (UP), apesar da intensa agenda em Brasília, deveria ter optado por um roteiro diferenciado desde que voltou da sua missão oficial do outro lado do mundo com objetivo de reafirmar todos os dias aquilo que a pré campanha exige: que é candidato ao governo.

É que ausentar-se pra tão longe – ficando de fora do rame rame local por um breve espaço de tempo– já gera, por natureza, indagações e ilações sobre o destino do viajante. Voltar e manter-se mergulhado em outras atividades que não sinalizem “EXTERNAMENTE” o desejo de virar governador alimentam ainda mais tais especulações

Compreenda: em momento algum estou dizendo que há mudança de rota no caso das intenções de Efraim Filho. Ele continua candidatíssimo. Mas essa reafirmação permanente é uma obrigação do político. Porque, na política e na vida, se analisa cenário a partir das leituras dos sinais externos.

E os de Efraim, desde que voltou da China, apontam para um “foguete” desacelerado quanto à corrida eleitoral, voando numa órbita mais distante do que a sugerida para que as aparências não enganem. Repito: claro que a agenda de Brasília é puxada, e que o senador tem reforçado seu discurso agradável aos ouvidos das lideranças e eleitores de direita, vide sua posição a respeito da Operação do Rio de Janeiro.

Mas também, repito, é preciso reservar espaço para cravar que continua na disputa. Especialmente num cenário em que os apoios estão escassos, e que as candidaturas são medidas pela quantidade de fotos que tiram com eleitores fazendo o V de vitória ao seu lado. E que, no caso específico de Efraim, o bolsonarismo passa pela crise da Papuda (e não estamos falando de caxumba).

É preciso, pois, gerar de alguma forma conteúdo que sinalize que o voo do foguete permanece com a mesma rota.

Seja para disfarçar a falta de combustível. Seja para manter a tese de que foguete não dá ré.

 

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