Não é a foto que assusta Veneziano, mas o filme da aliança Hugo e Lula

Divulgada com a rapidez que só as redes sociais tem, a fotografia tirada em Brasília mostrando o presidente Lula em meio ao trio da chapa governista – João, Lucas e Nabor- foi bater na palma da mão do senador Veneziano Vital do Rego como se fosse um espinho colhido no celular.

Não por menos. Ausente da posse do ministro do Turismo, o paraibano Gustavo Feliciano, Veneziano teve que assistir de João Pessoa à cena do presidente Lula apertando a mão de um Nabor Wanderley sorridente.

Confrontando ao vivo pela imagem, no programa Rede Verdade, da Tv Arapuna, apresentando pelo jornalista Bruno Pereira, recorreu a uma saída honrosa. “Basta a ver a cara do presidente Lula”, ironizou o senador, destacando que a linguagem não verbal do petista não condizia com alguém satisfeito em estar em tal companhia.

O problema encarado pela lente da verdade, no entanto, não está exatamente focado na questão um encontro numa posse em Brasília entre Nabor e Lula. Está, na verdade, na perspectiva de  aproximação de Hugo Motta, filho do prefeito de Patos candidato a senador, com o Palácio do Planalto.

A imprensa nacional já registrou, inclusive, que o paraibano presidente da Câmara Federal, e filho de Nabor Wanderley, não terá como sustentar em 2026 a mesma postura do caminho do meio entre Direita e Esquerda, e deverá optar por formar fileira junto a Lula, que está, obviamente, louco para poder ter o presidente da Câmara mais integralmente enquadrado em seu projeto de governo e de reeleição.

Para alguns analistas nacionais, isso ajudaria Hugo num processo de reeleição na presidência da Câmara. E, aqui na Paraíba, a tirar Nabor da linha de frente do tiroteio causado pela polarização e, consequente, rejeição dos dois lados.

Eis, portanto, o receio de Veneziano, considerado até então o “número 1” de Lula quando o assunto é candidatura ao Senado. A simples mistura ou inclusão de Nabor entre a lista de candidatos ao Senado “luláveis” já deve incomodá-lo. A possibilidade de que isso possa crescer ao ponto do PT inteiro definir pelo voto em João Azevedo e Nabor Wanderley vira, portanto, pesadelo para o senador do MDB.

Questionado sobre o tema, no programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM, Veneziano mencionou temas como “confiança” para dizer que não teme que isso aconteça. Mas, em política, não há nada tão firme que não se desmanche no ar. O próprio Veneziano cobrou, na mesma entrevista, que se defina logo o segundo candidato a senador pela sua chapa, admitindo que a ausência é “prejudicial” para sua candidatura.

Ele sabe que a palavra de Hugo Motta junto a Lula tem o poder de valer mais do que mil imagens.

Respostas de 2

  1. Não votarei nem jamais em nenhum desses sacripantas!!!!
    Todos calçam 40 e são farinha do mesmo saco!!!!

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