Ambos candidatos ao governo do Estado, o prefeito Cícero Lucena (MDB) e o senador Efraim Filho (UP), apesar de disputarem o apoio de lideranças diversas na Paraíba, andaram trocando acenos mútuos de aliança num eventual segundo turno das eleições.
A possibilidade disso acontecer, claro, não é boa para o projeto da base governista, uma vez que a soma na política é matéria prima para os bons resultados dos elementos componentes da adição.
Porém a exposição antecipada de tal possibilidade não parece cabível no momento. Por algumas razões. Uma delas é de que ao permitirem falar em aliança no segundo turno, tanto Cícero quanto Efraim mostram para o eleitorado que o vice-governador Lucas Ribeiro já tem garantida sua vaga na disputa. Ou seja, são os adversários atestando sua capacidade de já falar em superar a primeira etapa da disputa. Não soa bem, soa?
Bom para Lucas que está construindo sua candidatura e sentando na mesa para fechar apoios de quem adora perspectiva de poder.
Em segundo lugar, no caso de Cícero, ainda ajuda a aumentar a profundidade da cova na qual se enterrará a possibilidade dele conquistar o apoio do PT. Admitir troca de apoias com o neo bolsonarista Efraim Filho não deve ter sido uma música que tocou bem aos ouvidos dos petistas do Planalto. Mensageiros para leva-la para lá não faltam.
Dessa forma, estratégica e midiaticamente falando, seria mais interessante que Cícero e Efraim estivessem encenando mais distanciamento do que um explícito acordo de cavalheiros.