Bananeiras, muito mais que frio e São João

Bananeiras é um dos maiores cases turísticos do interior da Paraíba nos últimos anos. É a nossa maravilha longe das praias. Sua arquitetura e seu clima, características fixas e marcantes, serviram e servem de plataforma para a transformação da pequena cidade do brejo paraibano num destino disputado do interior nordestino.

Da explosão dos condomínios de luxo ao estouro das festas de São João, dos campos de golf aos passeios ecológicos, dos novos hotéis aos restaurantes, Bananeiras virou refúgio de qualidade para quem mora na Paraíba e para quem mora fora do Estado. E isso a mantém viva. Durante o inverno, na Semana Santa, no período junino.

Poderia, inclusive, se dar o luxo de viver somente disso.

Poderia. Mas preferiu ir além. O anúncio do Festival Literário de Bananeiras, que começa nesta sexta (25), em pleno outubro, com direito a participação da global e nacionalmente conhecida, Miriam Leitão, além de outros nomes, sob a promessa de palestras sobre perspectivas do Brasil contemporâneo, e ainda lançamento de livros, saraus, entre outras coisas, nos enche de orgulho.

Não apenas pelo tema em destaque, já que “discutir” literatura é gostoso até no Deserto do Saara, imagine numa cidade bucólica e de clima ameno.

É assim que destino turísticos profissionais fazem. Criam um roteiro anual e vão alimentando a atração de gente para a cidade. No caso de Bananeiras, há outros pequenos festivais e eventos ao longo do ano.

Algo que deve render aplausos para a administração municipal, empresários locais e investidores da cidade.

Não é preciso ir a Bananeiras para sentir como ela está indo bem.

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