Ronaldinho, o fenômeno

Ainda é cedo para atestar, mas, teoricamente falando, a chegada de Ronaldo Cunha Lima Filho, o Ronaldinho, à gestão de Bruno Cunha Lima é uma tentativa clara de reação do jovem prefeito ante o cenário no mínimo estranho que sua administração se encontra. Uma reação com possibilidade de efeitos administrativos e políticos.

Não que Ronaldinho, por mais fenomenal que seja, vá sozinho, como fazia seu homônimo no futebol, decidir o jogo. Mas sua presença emite sinais e perspectivas múltiplas neste sentido. Em primeiro lugar, procura resgatar a essência Cunha Lima no projeto, algo que vinha sutilmente se perdendo no horizonte dada a postura mais autônoma de Bruno e, mais recentemente, pela ampliação da presença de Veneziano Vital do Rego no projeto. É uma reaproximação consigo mesmo, digamos assim. Uma marcha ré em direção à própria origem.

Ao fazer isso, automaticamente, o prefeito está mostrando às lideranças políticas de Campina, e ao povo, que Cássio, Pedro, entre outros, estarão com ele em 2024, seja qual for o resultado das novelas com Romero Rodrigues. Só isso já faz de Ronaldinho, mesmo que ele não se mexa para nada, importante nesta situação atual da gestão Bruno.
Mas claro que o espírito inquieto do filho mais parecido com o poeta Ronaldo não permitirá que ele atue apenas como figurante. E está claro, na sua primeira aparição pública, que Ronaldinho não jogará parado. De cintura flexível, bom de conversa, leve, como se diz, e conhecido pela naturalidade em dizer verdades, o novo secretário de Cultura tem toda a disposição de atuar para quebrar o gelo, o melindre entre Romero Rodrigues e Bruno Cunha Lima.

É parente de ambos. Vice prefeito de um, agora secretário do outro. E, o melhor de tudo, não precisa desse emprego.
É um dos poucos que já tem idade, trajetória e capacidade de dizer verdades a Bruno e a Romero, sem que eles saiam magoados. Pode até não conseguir a conciliação completa, mas tem todas as condições de fazer com o que debate saia do rancor distante para uma “DR” mais clara, direta e sem mimimi, nem carrinhos dentro da área.

Para além dos gols que pode fazer, portanto, em favor da Cultura em Campina, área em que tem reconhecido know how, Ronaldinho terá muito a contribuir com a política do grupo neste momento. Resta saber se Bruno vai deixar que ele, efetivamente, jogue ou o escalou apenas para agradar parte da torcida, deixando-o no banco, sem direito a entrar em campo.

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