Romero da oposição ou Romero de si mesmo?

O primeiro nome que vem à língua de todo mundo que acompanha a política na Paraíba quando se pede a lista dos candidatos da oposição ao governo do Estado é do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues.

Ele próprio fez questão de incluir seu nome na lista quando no domingo da vitória de Bruno Cunha Lima, seu sucessor na prefeitura, declarou em alto e bom som que disputaria as eleições de 2022 como candidato a governador.

O entusiasmo dos primeiros momentos, no entanto, parece ter perdido força. Um amigo que cobre os movimentos em Campina Grande, alertou para o fato. Não estava conseguindo vislumbrar entre as lideranças mais próximas um movimento mais aguerrido sobre o tema.

Pior. Haveria num ar um certo desestímulo. A fala de prefeitos tucanos falando de que a oposição estaria desarticulada legenda a sensação.Os bolsonaristas raiz – Walber Virgulino e Nilvan Ferreira – falando em palanque exclusivo também estreita a possibilidade de apoios. Nem mesmo a coletiva do PSDB – Cássio Cunha Lima, Pedro Cunha Lima e Ruy Carneiro – dizendo que apoiaria Romero para governador serviu como impulso para tirar essa sensação.

A aparência mais visível, no entanto, está na agenda, ou falta dela, de Romero. A que chega à mídia, por exemplo, não parece nem de perto a de quem está obcecado em pavimentar uma real candidatura ao governo.

Só não se consegue identificar se o aparente desestímulo vem dos outros para Romero ou de Romero para os outros.

O que se sabe é que o ex-prefeito de Campina Grande não deve estar muito animado em continuar sem mandato a partir de 2022, podendo optar por uma candidatura proporcional que apresente chances ainda mais reais de conquista, evitando se arriscar num vôo coletivo se não houver entusiasmo para tal.

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