A política é o único lugar do mundo em que é possível morrer e nascer várias vezes. Ricardo Coutinho deu a volta por cima. Depois de oito anos só contabilizando derrotas próprias e algumas por tabela, ele sai de uma eleição de deputado federal com um resultado que é a expressão maior daquilo que deixou como memória de trabalho na cabeça de parte dos eleitores paraibanos.
O terceiro mais votado para uma eleição que já é difícil entrar porque quem tem cadeira não abre. E conquistar uma delas na frente de figuras tradicionais da bancada federal paraibana, incluindo o próprio presidente da Câmara Federal, Hugo Motta. O mérito maior foi ter feito uma campanha sem emendas, que se transformaram num grande instrumento em favor dos que possuem mandato, e com fundo partidário abaixo da média dos caciques políticos.
No cenário nacional, tem grandes chances de ascender pela necessidade de esquerda fazer frente ao avanço conservador no Congresso.
A dúvida agora é saber se ele, em se tratando de Paraíba, vai retomar sua caminhada com mandato após oito anos de jejum empurrando o pé no acelerador ou começará devagar tomando pé da situação de maneira cautelosa.