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Opinião

PT se vinga de Cartaxo quase dez anos depois

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PT se vinga de Cartaxo quase dez anos depois

Quem faz, esquece. Quem leva, não. Demorou quase uma década, mas o Partido dos Trabalhadores, querendo ou não, acabou dando um troco a Luciano Cartaxo pela sua saída da legenda em 2015.

Candidato à reeleição à época, no auge na lava jato e decadência do governo Dilma, o então prefeito de João Pessoa deixou o PT naquele momento justificando que não poderia ficar num partido tomado pela corrupção. Foi reeleito sem problemas. Mas os petistas nunca engoliram isso. Nem mesmo após retorno do ex-prefeito para o PT, na fase da anistia geral para retorno de Lula à presidência.

A vingança foi servida em forma de pesquisa feita pela Direção Nacional, recentemente apresentada aos petistas locais. Nela, o PT enterra as pretensões de Cartaxo que pretende retornar, como candidato petista, à prefeitura da Capital, colocando-o com míseros 2%.
A “fotografia do momento”, representando ou não a realidade, é um recado claro aos petistas que pretendem impor uma candidatura própria a todo custo, tirando dos grupos mais afeitos a alianças à possibilidade de avançar na base de João Azevedo (PSB).
Tanto que é uma pesquisa muito boa para Cícero Lucena, João Azevedo e Lula, todos com gestões bem avaliadas, de acordo com a consulta. Menos para Cartaxo e para os demais pretensos candidatos petistas.

Ela tem o poder de tirar dos defensores da candidatura própria o argumento da competitividade, requisito fundamental para se iniciar um confronto.

O fato é que em João Pessoa, do ponto de vista político, o PT está isolado para sustentar uma candidatura. E somente um nome competitivo para além das alianças pudesse fazer a Direção Nacional olhar o cenário da capital paraibana com outros olhos.
A vingança derrubou friamente este argumento. E, para Cartaxo, restará apenas aceitar. Ou deixar o PT.

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