Pastor Sérgio Queiroz não volta à política enquanto se considerar melhor que ela

Um vídeo sugerindo o retorno do Pastor Sérgio Queiroz à política em pleno ano de disputa pela prefeitura de João Pessoa aguçou ainda a mais a curiosidade sobre os movimentos da figura mais célebre da Igreja Cidade Viva.

Quadro técnico e humano com muitos atributos favoráveis, Sérgio Queiroz se fixou no imaginário do eleitor dito esclarecido como uma possibilidade de elevar o nível das opções políticas.

Foi assim em 2022 quando se lançou candidato ao Senado da República mesmo sem partido grande nem apoio político “de peso” e obteve impressionantes 28% dos votos em João Pessoa. Desempenho suficiente para, apesar do voto de silêncio que adotou deste então, conviver com a expectativa de uma volta triunfal.

Tudo parece em vão, no entanto.

Sérgio Queiroz é mais uma vítima do sistema. Um sistema que, primeiro de tudo, exige presença num partido político de estrutura, o que já obriga o pretenso candidato a fazer mil manobras, umas boas outras nem tanto. Supõe também ter padrinhos políticos, parentes ou não, para abençoar, o que sugere acordos, bajulações, concessões e coisas do tipo. E, por fim, supõe ter dinheiro. E gastá-lo.

Raríssimos casos conseguem furar essa bolha e despontar na política. Tendo que se dobrar aos requisitos em algum momento da trajetória, claro.

Acontece sim de se vencer o sistema. Para isso, entretanto, é preciso uma grande dose de persistência, trabalho duro e uma boa porção de humildade. Humildade para levar porrada, fazer acordos, ser passado para trás e, especialmente, perder uma eleição para voltar a tentar na seguinte.

Ou humildade, por exemplo, para figurar na chapa do ex-ministro Marcelo Queiroga – que conseguiu vencer até agora os requisitos do sistema – como candidato a vice-prefeito.

Mas é, neste ponto, que o Pastor Sérgio Queiroz “peca”.

Colecionador de vitórias na vida, todas elas praticamente por mérito de esforço próprio, Queiroz parecer não admitir ter que perder para alguém. Não admite ter que pedir favor a um e a outro, ou se dobrar a isso ou aquilo.

Na política, infelizmente, ser “apenas” inteligente e honesto não vale.

E por causa disso ele a odeia de tanto amá-la.

Por melhor quadro que aparente ser, portanto, não cabe na política.

Pra caber, teria que reprogramar o ego. Mas vale a pena?

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