O reajuste e os dois coelhos

O governador João Azevedo surpreendeu a todos ao anunciar reajuste de 5% no salário dos servidores públicos estaduais. Fez durante nomeação de mil professores aprovados em concurso realizado pelo governo do Estado.

E, com uma só medida, conseguiu esfriar o sentimento grevista que pudesse vir a prosperar dentro desse seu início de gestão. Especialmente no que tange às polícias. É provável que algumas categorias ainda insistam neste debate, mas o reajuste esfria um pouco os ânimos.

Ao retomar com o reajuste geral, além disso, João retoma a aplicação de uma regra que foi instituída pelo ex-governador Ricardo Coutinho, a data base do servidor, mas que estava completamente suspensa há uns quatro anos, a partir dos anos de crise econômica no Brasil. Ou seja, adota uma medida que o distancia da gestão anterior, a exemplo do que fez quando rompeu de vez com os contratos com as Organizações Sociais na saúde.

E aponta cada vez para tentativa de aplicar uma marca própria em sua gestão. Gestos que se somam às mudanças de nomes na equipe já realizadas e as que poderão ainda acontecer.

Parece que não serão poucos os demais atos que deverão supor esta ruptura, revelando que, efetivamente, João quer ser notado a partir dele próprio.

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