No tempo certo, no lugar exato

A presidência da Unimed João Pessoa já esteve sob o comando de vários nomes e cada qual, ao seu tempo, e com mais ou menos competência, deu a sua parcela de contribuição para o desenvolvimento de um dos planos mais concorridos em atuação na Paraíba.

Claro que algumas gestões ficaram abaixo da média e levaram a Unimed a ser uma vilã para muitos cooperados e, principalmente, usuários. Ações judiciais, denúncias na mídia e reclamações da população já foram muito mais frequentes.

Não é momento, no entanto, de fazer caças as bruxas. Não seria colaborativo. O desafio da pandemia do Coronavírus, bem como os que já faziam parte de nossa realidade, supõe um olhar para frente. Ou para o lado.

E aí é que entra a figura do atual presidente da Unimed JP, o médico Gualter Ramalho. Cristão, músico e adepto das teorias de produtividade do mundo moderno, Gualter é a pessoa certa, no lugar certo, no momento em que o mundo inteiro enfrenta um dos piores desafios de saúde de sua existência.

Ele poderia ter sido presidente da Unimed antes ou depois, mas quis Deus, ou o destino para os que não crêem, que ele o fosse exatamente no tempo da Covid. Para que ambos – o vírus, o inimigo, e Gualter, o comandante da tropa aliada – fizessem história ao mesmo tempo.

Ele consegue olhar para frente sem deixar de enxergar o que ou quem está ao lado. A agilidade com que preparou o hospital da Unimed para receber, atender e dar o máximo de presteza e precisão ao atendimento dos (milhares) de pacientes de Covid, sem perder o ritmo dos atendimentos das demais especialidades médicas, já justificaria o registro.

Mas Gualter foi além. Resolveu peitar e comprar briga com alguns poucos profissionais que acreditavam ser possível “aliviar” nos plantões, ou adotar posturas exageradamente boas para cooperados e ruim para usuários.  Chamou, mesmo esfriando alguns antigos laços de amizade, à realidade algumas cabeças coroadas. E peitou briga com fornecedores e empresários do mercado de saúde.

Esses, talvez, sejam seus maiores feitos. Mais do que apenas a conquista de novos leitos, abertura de novos espaços ou dinâmica industrial e humanizada dos atendimentos. Porque esse podemos ver a olho nu. Os embates, não.  Acontecem nos bastidores. Mas, ao final, no atendimento na ponta, consegue ser percebidos por que necessita.

Talvez, por isso, possa ter uma resistência de um ou outro opositor, que pode considerá-lo um “carrasco”.

Mas um carrasco que se preze não pensa obsessivamente em salvar vidas. Gualter não se curvou a pressões do mercado ou a burocracia. Queria salvar vidas. E chegou a dizer que estava pronto para ajudar até que estivesse fora do plano.

Soma-se a isso o fato de ter adotar uma divulgação ininterrupta da situação da Covid enfrentada pelo Plano. Ele adotou transparência absoluta, não se esquiva de responder à imprensa.

Nem ficou se lamentando ter ascendido ao maior posto da Unimed na Paraíba num momento tão difícil quanto esse. Ao contrário, considera que o problema é sempre do tamanho de quem consegue encará-lo.

Para quem discordar de alguma palavra dita até aqui, deixo um desafio: dos tantos e tantos pacientes que passaram pelo Hospital da Unimed e se recuperaram neste tempo de pandemia, quantos saíram atacando? Quantas famílias daqueles que, infelizmente, vieram a óbito, culparam a Unimed? Particularmente, não tenho visto.

Ao contrário, Gualter tem recebido várias comendas pela condução da direção da Unimed até aqui.  E elogios por tudo isso. Nada exagerado, tudo merecido.

Como se cada coisa estivesse exatamente onde deveria estar e no momento certo. Tal qual Gualter na presidência da Unimed.

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