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João implode sucessão na Assembleia Legislativa

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João implode sucessão na Assembleia Legislativa
Foto de arquivo.

Do alto dos seus quase 1,4 milhão de votos, o senador eleito da Paraíba, ex-governador João Azevedo (PSB), trouxe nesta segunda-feira, 19, durante entrevista ao Arapuan Verdade, da Arapuan FM, um novo texto a um roteiro que até hoje tinha apenas uma versão. A respeito de suposto acordo para o Republicanos garantir, a partir da próxima legislatura, os quatro próximos anos na presidência da Assembleia Legislativa, João Azevedo negou que o compromisso alcance o segundo dos dois biênios.

E, mesmo em relação ao primeiro, não foi tão firme. "Existem conversas sim neste sentido, mas isso passaria por uma coisa que é muito importante: não poderia ser feito antes da eleições dos deputados porque algum deputado novo pode dizer que fizeram acordo em nome dele sem combinar", declarou.

Com a declaração, o ex-governador da Paraíba não traz apenas uma versão diferente da que é sustentada pelo Republicanos. Ele transforma em fato aquilo que, por ora, só estava sendo tratado com base em especulação.

Pela fala de João, não resta mais dúvida de que não há consenso dentro da base governista de que o Republicanos terá direito aos dois biênios; que isso teria ficado acertadíssimo antes da legenda fechar unanimidade em favor da reeleição de Lucas Ribeiro; e, especialmente, que Wilson Filho e Adriano Galdino foram os nomes escolhidos para responderem pelos próximos dois biênios.

E olhe que João falou com a propriedade de quem participou de todas as reuniões e pode servir de testemunha das conversas que as lideranças do Republicanos, do PP e do PSB definiram.

Isso nos leva à tese que foi tratada na semana passada em que a base estaria torcendo o nariz sobre a obrigatoriedade de votar em Wilson Filho para o primeiro biênio e ter que engolir, obrigatoriamente, a volta do atual presidente da Casa, Adriano Galdino, que se prepara para bater recorde de tempo na presidência do Poder Legislativo estadual.

O problema de Wilson Filho, se diz em alguns gabinetes, é que ele é apenas um "tampão" para o retorno de Galdino, que só não fica direto porque o Supremo Tribunal Federal vetou o terceiro mandato consecutivo à frente dos poderes legislativos.

Diz-se ainda que Wilson Filho se apressou a apertar a mão de Galdino sem antes combinar com o governador Lucas Ribeiro. E que o que o levou a ser candidato unânime do Republicanos para o primeiro biênio virou um ônus para ele sustentar.

De sua parte, informações dão conta de a dupla Wilson/Galdino já teria ultrapassado a casa das vinte assinaturas para garantir esta eleição.

Mas ninguém do governo confirma que isso já esteja acertado. Nem o próprio governador Lucas Ribeiro, que em entrevistas não cravou o nome de nenhum dos dois.

Agora, com a fala de João Azevedo titubeando em relação ao primeiro biênio e dizendo claramente que não há acordo algum para garantir o segundo biênio, o Republicanos precisa recalcular sua rota.

Resta saber se os dirigentes do Republicanos, Hugo Motta, e do PP, Aguinaldo Ribeiro, estão discutindo este tema sob o prisma da fala de João Azevedo.

E, em estando, que solução tem como proposta para tornar os próximos capítulos deste roteiro ainda mais emocionantes.

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