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Federação União Progressista vai esquentar disputa pela presidência da AL

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Federação União Progressista vai  esquentar disputa pela presidência da AL
Foto de arquivo.

O que começou como um assunto já sacramentado está se desenhando para ser uma das mais disputadas eleições para presidência da Assembleia Legislativa dos últimos anos na Paraíba.

A tal tentativa do Republicanos de encerrar a discussão antes mesmo que a bola rolasse no campo está prestes a virar gol anulado pelo VAR.

Alçados sob o manto de um acordo que daria ao partido a primazia "indiscutível" de garantir os dois biênios, Wilson Filho e o atual presidente da Casa, Adriano Galdino, esqueceram de lavrar o combinado em cartório. E a bancada da federação União Progressista entrou em campo estimulada por um grito de guerra que sinaliza que "de boca só beijo".

Sem o freio do governador Lucas Ribeiro, a bancada progressista avança ainda sobre o tema protegida pela tese de que não participou de acordo algum.

Hoje, Wilson Filho ainda tentou rebater dizendo que também não foi chamado para aceitar a indicação de Lígia Feliciano para vice-governadora e mesmo assim ela se tornou vice de Lucas com o apoio de todos. A comparação parece boa, mas se analisada em câmera lenta só vai confirmar que o nome da presidência da Assembleia, assim como a vaga de vice, sairá de uma indicação do governador.

Haverá, portanto, candidatos do PP no jogo. Resta saber se a dupla Wilson / Galdino irá se rebelar ou entender que o tempo de ganhar todas sobre o governo ficou para trás, tendo o final do mandato de João Azevedo como marco da supremacia republicana.

Obviamente o partido conta com Hugo Motta como uma das suas principais armas no conflito de interesses junto ao governo do PP de Lucas. O problema é que Hugo tem outra presidência muito maior para se preocupar. E não vai arranjar problemas com o sobrinho de Aguinaldo Ribeiro, um dos principais articuladores da sua reeleição à presidência da Câmara dos Deputados.

Neste sentido, mesmo dando aval público, Motta parece agir deixando que as coisas se resolvam por ela mesmo.

Isso empurra os candidatos do Republicanos a buscarem apoio e votos dos deputados da oposição, afundando ainda mais as chances de se mostrarem atraentes para o governo.

A confusão está formada. E ela não parece que terá desfecho fácil.

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