Diogo Cunha Lima dá a Cícero a certeza que ele procurava

Jabuti não sobe em arvore. Nem Diogo Cunha Lima vai a eventos políticos. Se ambos são vistos, seja numa árvore ou num evento político, é sinal de que alguém – ou alguma coisa – levou-os a isso.

No caso de Diogo, primogênito de Cássio Cunha Lima, empresário que nunca nem cotado foi para entrar em disputas eleitorais, sua presença na solenidade de posse de Leo Bezerra à frente da prefeitura de João Pessoa serviu como prova de que ele entrou definitivamente no aquecimento para entrar em campo como candidato a vice-governador na chapa de Cícero Lucena.

Ele mesmo não escondeu isso. E o burburinho que emergiu da numerosa plateia que estava nesta segunda no evento de Léo quando o nome do filho de Cássio foi anunciado serviu como trilha sonora da escolha. Cícero sai, portanto, de dois “nãos” para um “sim” de um Cunha Lima puro sangue, mesmo que pouco afeito a eleições, diferentemente de Romero Rodrigues e Pedro Cunha Lima.

O fato já dá a Cícero o direito de comemorar a conquista do que ele cobrou nos dias que antecederam o anúncio de sua saída da prefeitura de João Pessoa: um Cunha Lima para chamar de seu. E, estando na sua vaga de vice, garantiria como mais convicção o engajamento da família e do grupo que tem atuação política especialmente em Campina Grande.

Claro que o filho de Cássio e Neto de Ronaldo Cunha Lima nunca foi prefeito de Campina, como Romero, nem candidato ao governo, como seu irmão, não tendo, portanto, o verniz eleitoral que os dois dariam. Mas é um representante indiscutível da família na chapa, o que faz com que o grupo esteja pronto para sacrificar um volta de jet ski em Areia Vermelha para participar de uma carreata em Princesa Isabel, por exemplo, ou um comício na Liberdade no pingo do meio dia.

E, no final das contas, apesar da preferência por Romero e Pedro, era especilamente isso que Cícero queria. E que já é suficiente.

Vejamos o caso simbólico da eleição para prefeito de Campina Grande em 2024. O nome do atual vice-prefeito da cidade, Alcindor Vilarim, nunca significou um caminho de votos ou apelo popular em favor da chapa encabeçada por Bruno Cunha Lima. Mas serviu como a garantia de Romero Rodrigues estava com Bruno naquela eleição, derrubando todas as dúvidas acerca do apoio do ex-prefeito ao seu sucessor.

Isso já foi suficiente para Bruno. Como Diogo será para Cícero.

Por isso que, superando os dias de dúvida da semana do prazo final para desincompatibilização, o ex-prefeito Cícero Lucena inicia uma nova era nesta caminhada na disputa pelo governo do Estado. Com Diogo servindo de elo indiscutível entre Cícero e parte do exército que, por alguns dias, o ex-prefeito desconfiou do entusiasmo.

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