Longe do embate político eleitoral que o ano supõe, especialmente num cenário de rompimento recente entre Governo e Prefeitura de João Pessoa, a discussão sobre a qualidade dos serviços prestados pela Cagepa na capital paraibana ( e por que não no estado inteiro) tem completo sentido de existir. Aliás, estava faltando que a Câmara Municipal de João Pessoa assim fizesse. Não fazia antes porque era tudo amiguinho. Agora, é hora de lavar a roupa suja, se não faltar água, claro.
E mesmo que a discussão esteja contaminada pelas eleições ela precisa ser feita. Não sei se numa CPI, como foi proposta na Câmara. Mas de alguma forma. É igual o tema dos combustíveis. Se não ficar sempre entre as “mais lidas”, não se consegue resultados reais. O caso da falta de água na Grande João Pessoa é pauta sim de reclamação por parte de muitos bairros. Seja por manutenção dos serviços, estrutura antiga que não garante a vazão completa da água ou até mesmo por risco de abastecimento.
Esse assunto precisa emergir para superfície.
Em entrevistas, o presidente da Cagepa, Marcos Vinícius, que nunca deixa de prestar esclarecimentos diz que não há risco de desabastecimento, mesmo com o crescimento populacional da capital, porque nossos reservatórios tem água para 2030 pra dentro. A questão está no sistema que, de fato, parece necessitar de uma modernização capaz de segurar o crescimento da cidade.