A temporada do fato novo

Há exato um mês do primeiro dia pós convenções, onde todos os candidatos devem estar,
obrigatoriamente por lei, escolhidos, abre-se uma tempo inevitável e imprescindível
para a sobrevivência de todas as candidaturas que é a “temporada do fato novo”.

Em João Pessoa, capital paraibana, a pulverização com a grande quantidade de pré-candidaturas
postas impõe ainda mais necessidade visto que muitos partidos correm o risco de ficarem
completamente isolados e morrerem de sede logo no início da disputa.

Neste sentido, como numa selva, só sobreviverão os mais fortes. Mas até eles mesmos
precisam conquistar o tal “fato novo” a partir de agora.

O prefeito Luciano Cartaxo, empunhando isoladamente sua candidata Edilma Freire, do PV,
é um deles. Mais do que necessidade, Cartaxo tem uma obrigação de assegurar e anunciar
um movimento de sustentação à candidatura de Edilma.

Conseguirá Cartaxo apenas com as legendas que sobraram ou ele precisará atrair partidos
que já tem pré-candidatos próprios lançados? Estará ele disposto a abrir a cabeça de chapa
para compor uma chapa com o ex-governador Ricardo Coutinho ou vice-versa? Porque o ex-governador
também ainda não tem apoio de outras legendas e lideranças além do próprio PSB.

Situação idêntica a do apresentador de Nilvan Ferreira, do MDB, e de Walber Virgulino, Patriota,
Ruy Carneiro, e todos os outros.

No caso do ex-senador Cícero Lucena, do PP, há uma expectativa da confirmação do apoio do
Cidadania, partido do governador João Azevedo, o que seria para o ex-senador um “fato mais que novo”.
Ainda mais diante da informação de que se isso vier a acontecer o governador vai atrás de
levar todos os partidos da base, entre eles os que tem pré-candidato a prefeito lançado, a exemplo
do DEM, PTB, PRTB.

Enfim, hora de juntar forças. Cruelmente, eleição é um lugar onde os fracos não tem vez.

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