A simbologia da Corrida pela Paz revela superação do Governo no tema da segurança pública

Segurança Pública. O tema já foi um obstáculo muito desafiador para a caminhada da gestão do PSB no governo da Paraíba. Apanhou muito sobre o assunto, que já chegou a figurar no primeiro da lista das insatisfações populares. Hoje, anos depois de uma política específica na área, o Governo se dá ao luxo de correr sobre segurança pública, como maratonista em avenida aberta.

É o que demonstra a realização da Corrida pela Paz, organizada pelas forças da Segurança Pública do Estado, a partir da ideia do secretário chefe da Casa Militar, tenente-coronel Anderson, a ser realizada no dia 8 de dezembro deste ano, em João Pessoa.

Ora, atingir um estágio em que o Governo pode se dar ao luxo de realizar um evento esportivo e social em favor da segurança pública, embalado pelos positivos números alcançados na área, é um sinal aparente do avanço da gestão no combate à insegurança pública.

Algo que começou a partir de 2011, com a implantação do programa Paraíba Unida pela Paz. E que se refletiu em melhorias no equipamento de trabalho dos homens e mulheres das polícias paraibanas, entre armamentos, viaturas, fardamento, coletes, munições, radiocomunicação de alta tecnologia; de estruturas físicas, como dezenas novas UPSs, Central de Polícia, institutos de polícia científicas, academias, reformas em quartéis e batalhões, além de ganhos na remuneração.

Um movimento que iniciou com o ex-governador Ricardo Coutinho e que continua agora com João Azevedo, que já iniciou a gestão fazendo a maior promoção de policiais civis da história do Estado, pagando benefícios aos policiais militares, instalando batalhão de motos em João Pessoa, e lançando os projetos dos Centros de Monitoramento e Segurança para Capital, Campina Grande e Patos, inicialmente.

O resultado se refletiu e tem se refletido em quase uma década de queda consecutiva nos índices de criminalidade, em especial de homicídios, fazendo da Paraíba um dos estados do Brasil com uma das melhores médias em proporção de assassinatos para número de habitantes.

É obvio que há muito o que correr para avançar na segurança, visto que as ocorrências ainda se sucedem. Mas estão claros, e reconhecidos os avanços. Qualquer outro cenário adverso impediria que a gestão pudesse tratar do tema com uma corrida sem ser alvo de reação negativa imediata.

Depois de nove anos, o Governo pode fechar o ano “celebrando” um avanço na cultura de paz do Estado, sem correr o risco de estar criando um evento anacrônico e non sense.

Neste caso, o Governo do Estado corre a passos largos, diferente da marcha lenta, quase inversa, que vivia há tempos atrás.

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