O triste mistério do Mussulo e o risco de contaminação do Pólo Cabo Branco

Símbolo máximo, e até então único, do potencial turístico do litoral sul paraibano, em especial o município do Conde, o Mussulo Resort por anos figurou na lista das melhores hospedagens litorâneas da Paraíba, devidamente consumido por turistas e por pessoenses de bom gosto que desejam descansar “perto de casa”. Mas o luxo que o Mussulo representava, de repente, desapareceu e deu lugar a história de crise, demissões, fechamento, roubo e investigação policial.

Em poucos atos, a cronologia da narrativa supõe que, primeiro, houve demissões e fechamento do Resort, com cancelamento da oferta de pacotes de hospedagem. Em nota, a diretoria do empreendimento declarou que tratava-se apenas de suspensão das atividades para reforma. As especulações diziam que era fechamento mesmo. Neste meio tempo, recentemente, já com as portas fechadas, o resort sofreu uma invasão que resultou no furto de vários objetos, entre televisores, móveis e outros equipamentos internos, registrando um prejuízo de quase quatro milhões de reais. A diretoria suspeito que um dos funcionários que ocupava cargo de gerência foi quem deu a ordem para os demais funcionários invadirem e “pegarem o que quiserem”. E, sob essa crença, prestou queixa na Polícia Civil e pediu abertura de inquérito criminal. Por intermédio de advogados, funcionários negam participação.

Independentemente dessa triste história, ainda ficam os mistérios sobre as causas do fechamento do Mussulo e, especialmente, do seu futuro. Efetivamente, reabrirá ou não?

Logo num momento em que a Paraíba apostava no crescimento de sua presença nos destinos turísticos nordestinos, a partir do funcionamento do Centro de Convenções de João Pessoa, e da abertura de processo de venda de áreas privilegiadas do Pólo Cabo Branco. Esperamos que o destino do Mussulo não contamine essas perspectivas e que não vire um fantasma para as promessas empresariais do Pólo Cabo Branco. Será preciso manter a história do Mussulo sempre bem contada e bem esclarecida para que não se confunda um caso específico com as capacidades que o estado vislumbra no turismo.

Afinal, estamos querendo ver notícias sobre abertura de resorts. Não de fechamento.

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